quarta-feira, 19 de maio de 2010

Soneto de Vinícius de Moraes


Soneto do Amigo




Enfim, depois de tanto erro passado


Tantas retaliações, tantos perigos


Eis que resurge noutro o velho amigo


Nunca perdido, sempre reencontrado.




É bom sentá-lo novamente ao lado


Com os olhos que contem o olhar antigo


Sempre comigo um pouco atribulado


E como sempre singular comigo.




Um bicho igual à mim, simples e humano


Sabendo se mover e comover


E a disfarçar com meu próprio engano.




O amigo: Um ser que a vida não explica


Que só se vai ao ver outro nascer


E o espelho de minha alma multiplica...






Vinícius de Moraes






2 comentários:

  1. Meninas, adorei o blog de vcs.. Ficou muito bom mesmo. Criativo, bonito e bem feminino... Agora, vamos "colocar a mão na massa" e preenchê-lo com vários textos sobre o tema, inclusive criado por vcs.

    Besitos,

    Ruby

    ResponderExcluir
  2. Meninas, olha eu aqui "traveis" para falar que essa cor escura está dificultando a leitura do primeiro tópico. Tem como mudar de cor?

    Besos.

    ResponderExcluir